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Ola, eu me chamo Ricardo e gostaria de dar a minha OPINIÃO sobre o que pode estar por trás deste duelo de titãs: Bolsonaro x Moro.

Diferente de muitos que vêem Moro como um Cavalo de Tróia eu, ao ver a quantidade de entrevista que Moro deu defendendo o governo e se mostrando leal, não posso concordar imediatamente com essa argumentação. Sim, contrario aqui a opinião de Eduardo Bolsonaro, que é alguém que admiro muito na política nacional. Não foi um Cavalo de Tróia.

Mas, ao mesmo tempo que me convenci sobre isso, também não posso negar a forma desleal, infantil e até mesmo canalha com a qual Moro decidiu desembarcar do governo Bolsonaro. Manchou, sim, a sua biografia. Se ele é realmente um herói, lamento informar, é um herói macunaímico.


E então? O que pode ter acontecido? Senta, que lá vem história…


Para boa parte de nós, brasileiros e apoiadores do governo Bolsonaro, a coletiva de imprensa convocada por Moro para apunhalar Bolsonaro pelas costas foi algo que nos pegou de surpresa. E agora? O governo vai cair? Quem está certo: o Mito ou o Herói?

Muitos fizeram essas perguntas e decidiram, muitas vezes, sem prudência e com muito pouca lealdade, já tomar um lado e isso afetou, sim, o governo Bolsonaro e ele perdeu apoiadores.

Tem sido tramadas diversas estratégias para derrubar o presidente ou, pelo menos, minar a popularidade do governo para que, caso não consigam afastar Bolsonaro, dificulte seu mandato e o inviabilize de poder disputar as eleições de 2022. E, nesse projeto estão juntos a esquerda e os liberais (pessoinhas como o MBL,, Maia, FHC, Dória e o PSL de Joice não se acanhariam de juntar forças com o PSol, Marina, e o PT de Lula para tamanha empreitada).

Existem interesses não apenas políticos, mas interesses pessoais que não necessariamente estão sendo colocados na mesa como embates ideológicos, mas algo bem mais mesquinho que tentarei expor neste vídeo. E tudo isso, obviamente, acaba sendo utilizado de forma parasitária para uma disputa de poder no nível macro apostando, quem sabe, num golpe de estado.

Fato inegável: Bolsonaro ganhou a eleição com a adesão dos liberais, oportunistas imediatos e seus adversários da esquerda, como em todos os lugares do mundo, não afeitos ao jogo democrático, tramam a todo segundo pela derrubada do presidente. É assim aqui, como é na França e EUA.

Porém, já no começo do governo, os liberais que já conseguiram seus mandatos e empregos na mídia tradicional, por terem sido adesistas de momento, decidiram que não precisariam estar alinhados ao governo Bolsonaro e que se manteriam independentes, apoiando naquilo que que acreditam e sendo oposição no que não acreditam. Ok, normal e bastante justo, porém, aparentemente, havia dentro deles um desconforto muito grande com a figura do Bolsonaro e o conservadorismo que ele procura representar e as demonstrações de discordâncias tiveram atuações apaixonadas e carregadas de um tipo de ódio que só reconhecíamos na esquerda. E ficou cada vez mais claro que a base de apoio de Bolsonaro se racharia, deixando exposto quem realmente são apoiadores leais e quem foi oportunista. E o Centrão agradece.

O governo de Bolsonaro estava indo de vento e polpa até chegarmos nesse problema mundial que, para muitos (e eu incluso) nasceu, foi superdimensionado e explorado politicamente para tentar derrubar governos através do colapso econômico e, como se já não fosse miséria suficiente, também serviu de pretexto para promover o avanço do tamanho do estado sobre o indivíduo ferindo, inclusive, direitos inalienáveis que, curiosamente, não foi combatido pelos liberais. Estes, vergonhosamente, fingiam não estar vendo a quantidade de crimes que governadores e prefeitos estavam cometendo contra os indivíduos. Bolsonaro saiu em defesa dos indivíduos. Moro em defesa de criminalizar e prender os mesmos.

Durante a pandemia, os adversários do governo aproveitaram o momento para colocar as pessoas contra o presidente querendo, inclusive, culpá-los pelas mortes de uma doença que nos foi importada e que sua capacidade de ação foi diminuída pelo ativismo judicial do STF. O desejo do STF era, mais uma vez, diminuir o poder do executivo. Queria, cada vez mais, fazer com que a figura do presidente fosse apenas figurativa, porém, no ímpeto de diminuir o poder do governo, sem querer, também o eximiu de ser culpado pelas ações desastrosas dos governadores e prefeitos que pudessem ocasionar em mais mortes. Porém o plano era bom para eles, pois caberia ao governo ser apenas o financiador… e estava ai aberta as possibilidades de se instaurar o COVIDÃO. Moro, obviamente, estava inerte e parado ficou. Sua defesa de Doutorado, demonstrou afeição pela idéia de que o ativismo judicial é bom para a democracia. Foi preciso um Roberto Jefferson, mais uma vez, aparecer como um profeta do apocalipse para nos mostrar o que de fato estava acontecendo no Brasil. Ele mais uma vez nomeou o esquema que estava sendo posto em prática como COVIDÃO com mesmo brilhantismo e criatividade que antes nomeara um esquema que conhecemos pelo nome de MENSALÃO.

Após essa não tão breve introdução, finalmente iremos ao ponto pelo qual eu pretendo contar para vocês como eu vejo esse embate entre Bolsonaro e Moro: Moro é macunaímico e está, voluntariamente ou não, sendo usado para propósitos pouco republicanos sob o pretexto de que ele, como herói nacional, mas uma vez estaria nos defendendo de uma possibilidade de obstrução de justiça e corrupção do governo Bolsonaro. Repito: possibilidade. Mas, ao meu ver, tudo isso foi uma grande derrapada de caráter do então ministro, talvez dando ouvidos à pessoas como Dória que com as mesmas palavras que Moro usou para justificar sua saída, Dória as usou para aliciar o ministro Guedes, apelando para ele sair do governo para não sujar sua biografia.

Usar Mandetta para contrapor o presidente diariamente, numa disfarçada propaganda eleitoral que chegava a durar uma hora, tentando perverter a mentalidade das pessoas levando-as a crer que Bolsonaro seria “assassino” não foi o suficiente para abalar de forma consistente o presidente. O plano estava dando certo mas, ainda em tempo, Bolsonaro percebeu e devolveu Mandetta ao ostracismo que lhe é merecido. O adversários, assustados com a capacidade de Bolsonaro se manter forte, chegaram a conclusão que o que eles tinham que fazer é criar um problema entre Bolsonaro e, segundo eles, seus dois pilares principais: Moro e Guedes. Pelo jeito Bolsonaro ainda continua de pé, pois seus pilares verdadeiros o presidente sempre deixou claro: O PATRIOTISMO DO POVO BRASILEIRO E DEUS (Brasil acima de tudo. Deus acima de todos).

Toda essa tensão no Brasil provocada pela exploração das mortes através das mídias, como também uma crise econômica e social que já adentra no lar de cada cidadão, acabaram por se tornar o cenário apocalíptico em que Moro e Bolsonaro, nos bastidores, se desentendiam derradeiramente. Sim, num dos momentos mais difíceis que poderia existir havia uma discussão que não deveria existir. Em conversas vazadas deslealmente pelo próprio Moro com a deputada e afilhada de casamento Carla Zambelli, fica bem claro que o presidente estava aberto ao diálogo e que a deputada estava desesperadamente tentando encontrar uma forma para que houvesse um entendimento entre todos pois, evidentemente, este não era o melhor momento para se ter um novo problema no governo e, friamente, Moro recusava enquanto fazia prints. Era intransigente: se Bolsonaro deixasse Valeixo no cargo, Moro continuaria no governo… e toda essa conversa de interferência de Bolsonaro na PF e biografias estaria superada. Ao meu ver, Moro aproveitou este momento de fragilidade brasileira para, covardemente subornar Bolsonaro, e Valeixo era só a moeda de troca que seria usada para a argumentação na mídia, pois não pegaria bem dizer que estava fazendo uma troca entre uma vaga no STF para ele e a estabilidade do governo garantida por este período para o Bolsonaro. Valeixo era apenas a parte da história que seria vendida na mídia para encobrir o caráter macunaímico do nosso herói paladino da justiça. Muitos comprariam este argumento. Mas, o presidente, não aceitando o suborno, demitiu Valeixo e Moro ficou numa encrusilhada. O que fazer? Parece que não tinha mais a vaga no STF e estava prestes a não ter também o ministério. Ele fez o óbvio que qualquer um com um caráter rasteiro faria: pedia demissão para sair por cima e, como uma criança mimada e assustada, decidiu sair atirando por… vingança. Nem tinha materialidade para apresentar. Seus argumentos pareciam frágeis, mas serviam para dar embasamento aos que precisariam de desculpas para tirar seu apoio ao presidente como, também, motivação perfeita para, se comprovados, abrir um processo de impeachment.

É assim que vejo o que aconteceu: apenas um cara macunaímico preocupadíssimo com sua saída da magistratura e vendo que corria o risco de não ser indicado ao STF e ainda, assim que terminasse a pandemia, ser demitido do ministério. Seu desespero ficou muito claro quando ele, num ato falho, tamanha sua preocupação, deixou vazar que pretendia do governo uma pensão para a sua família que não existe no ordenamento jurídico atual. Para muitos, tal pedido se configura como tentativa de prevaricar numa forte demonstração de corrupção passiva. Os dois fizeram uma queda de braço, mediram forças e, no final, acabou beneficiando os esquerdistas e liberais. Mas… Bolsonaro ainda está de pé com a graça de Deus e a força do povo brasileiro.



Obs: Esta peça expressa apenas a opinião do autor, ou seja, é baseada na forma com a qual ele viu os acontecimentos recentes no Brasil. Não pode ser usada como prova por quem quer que seja, pois, longe de ser um documento, consiste apenas numa forma interpretativa dos fatos que nos foram apresentados, podendo coincidentemente ser uma explicação verdadeira dos fatos, como conter erros pelo motivo do autor não poder ter presenciado as discussões nos bastidores como, também, estar ciente de todos os acontecimentos e variáveis que podem negar essa interpretação.
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